Mudanças de Primavera
Emigrámos – o blog está agora em Menagerie, e a página em http://helenabarbas.net, mantendo o mirror em http://www2.fcsh.unl.pt/docentes/hbarbas/
Agradeço a todos as visitas e comentários. Até à vista
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a mulher que prendeu a chuva
Um belíssimo livro de Teolinda Gersão galardoado agora com o Prémio Literário Fundação Inês de Castro. No ano passado recebeu também o Prémio Máxima.

Em 2007 tive oportunidade de falar sobre os contos desta antologia, levava por título Vertigens do Tempo:
Comecemos com uma citação: «A vertigem do tempo. Um lugar reflectia outros lugares, rostos outros rostos. Caminhavam ao acaso, deixando-se levar pelo que acontecia, porque eram os choques casuais com a banalidade que de repente se revelavam portadores de um sentido, como iluminações momentâneas.» (p.104). A frase pertence a «Cidades», um dos catorze contos reunidos em A Mulher que Perdeu a Chuva (Sextante), o novo livro de Teolinda Gersão. Condensa porém, e resume de forma emblemática o tema e conteúdo de todas as outras histórias que o acompanham.
A experiência destes «choques casuais com a banalidade» pode ocorrer em espaços fechados, casas e quartos, e/ou pelas cidades do mundo. Rebentam em pequenos episódios que atacam as várias personagens de cada conto, e lhes transformam a vida ficcional. As «iluminações momentâneas» – que também podem ser de luz negra – são desencadeadas por coisas tão díspares quanto a posse de um pequeno cão, de um casaco de raposa vermelha, um encontro com um desconhecido num comboio estrangeiro, ou receber o resultado de uma análise ao sangue.
Nem todas as narrativas são inéditas. Três delas foram já publicadas, duas em inglês, outra numa antologia de ensaios espanhola. Mas não destoam. Os lugares em que se passam ligam-se todos de algum modo aos tempos do presente. E o balanço final revela-nos que se trata de um presente disfórico, cheio de indigências e degradações não apenas físicas. O fio condutor é esta negra vertigem do tempo a ser vivido, que nos faz descobrir uma nova faceta da escrita de Teolinda Gersão. Olhando para trás, para a obra da autora, esta tendência já lá se encontra semi-submersa, dominada pela ironia. Este rebentar obriga-nos a reler o que já conhecíamos, a entendê-lo de outra maneira, nova e profundamente inquietante. «Deveriam dar-me uma overdose. Quero dormir. Bem fundo, bem fundo até desaparecer.// A morte pode vir ter comigo como um cavalo nocturno e levar-me no seu dorso. Mas são cavalos de pesadelo, e não da morte, que me arrastam. Nightmares. Night-mares. Cavalos nocturnos correndo, sem sair do lugar. Deixando-me outra vez na margem da vigília.» (pág.11). Um momento retirado do conto «Cavalos Nocturnos» que naturalmente contaminará outros usos da metáfora, como em A Casa da Cabeça de Cavalo, ou o Cavalo de Sol.
É curioso ver como as «iluminações momentâneas» desta pequena antologia podem também transformar o percurso ficcional de uma autora cuja qualidade literária se confirma como incontestável.
Helena Barbas [Expresso, 2007] – foto roubada a Lia Costa Carvalho, aqui
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o homem que previu a crise
Foi Nouriel Roubini, professor de Economia na Universidade de Nova Iorque, autor da página Roubini Global Economics (RGE) Monitor , e do blog Global Economics.
Em 2005, na Fortune, chamaram-lhe «Cassandra» por antecipar a bolha imobiliária; em 2006 o FMI chamou-lhe «Dr. Doom» (Dr. Apocalipse para os brasileiros), por informar que se preparava a maior crise mundial, depois da de 1930. Enganou-se apenas na data, achava que seria em 2007. Agora é o grande profeta. Todos os seus cenários mais negros se estão a confirmar. Foi conselheiro da Casa branca (1998-1999) e do Departamento do Tesouro Americano (2001). Ninguém o ouviu.
Prevê, assim por alto: As acções ainda irão cair uns 20%; as bolsas poderão ter que fechar. À medida que a ecomomia dos EUA fôr encolhendo, todas as economias globais entrarão em recessão, e nem os mercados emergentes irão escapar. Estaremos apenas no princípio, os próximos anos vão ainda ser piores, e tem dúvidas que as políticas, mesmo agressivas, endireitem as coisas por 2010.
Parece que afinal havia alguém que tinha dado pela crise. O problema é que quem avisa das desgraças nunca é ouvido – bem como a analdiçoada Cassandra.
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nunca grite com o computador
Este estudo científico levado a cabo por Brendan Gregg dos Suns Microsystems prova que o computador é facilmente intimidável pelos gritos, e fica a trabalhar ainda mais lentamente. É muito sensível…
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lá morreu pela quinta vez
Odeio necrologias. Harold Pinter, um dos «angry young man» morreu. Fala-nos aqui sobre a vida, a felicidade a doença, os prazeres e a leitura
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Etiquetas:Harold Pinter
Renee Morgan Brooks
Canta-nos a sua sentida versão de «O rapazinho do tambor»
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Etiquetas:Renee Morgan Brooks
Eddie Izzard, sempre
O meu «stand up» preferido. Sobre o Natal, com uma interpretação muito britânica e original do Presépio (sem legendas).
E aqui sobre as experiências de Pavlov – com cães e gatos
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Etiquetas:Eddie Izzard
Uma (velha) receita para a crise
Até o clip está em crise – o original da famosa cena do jantar do dia de Acção de Graças em Corrida ao Ouro (1925) foi retirado. Mas aqui vai uma versão acompanhada da, mais inócua, música dos Beatles, Old Brown shoe.
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Etiquetas:Chaplin
Picasso misterioso
O pintor filmado por Henri-Georges Clouzot, em 1955. Os desenhos foram feitos exclusivamente para o filme, e destruídos depois. Estas imagens, declaradas tesouro nacional pelos franceses, aparecem incluídas em O Mistério de Picasso, de Claude Renoir (1958) - só podem ser vistas assim.
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Etiquetas:Clouzot, Picasso
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